| Recorrência Uma média móvel que utilize o recurso de recorrência, ao invés de somar novamente todos os n preços passados, simplesmente subtrai 1/n do valor anterior da média e o substitui somando a ela 1/n do preço da barra atual. Dessa forma uma média de 200 períodos não precisa que se some 200 preços todas as vezes, resolvendo o problema com 2 contas simples. O recurso de recorrência foi muito utilziado na análise técnica em uma época em que os estudos eram feitos no papel, e que não eram acessíveis planilhas de cálculo ou computadores pessoais. Hoje qualquer analista técnico tem acesso a programas que fazem cálculos de forma muito rápida ou mesmo podem fazê-lo em uma planliha eletrônica facilmente. A versão recorrente de uma fórmula, ou um estudo, sempre tenta se aproximar dos valores que seriam calculados pela fórmula original. Se não fazem isso, pelo menos seguem a mesma idéia da fórmula que a originou. Nem sempre essa aproximação é exata, e algumas vezes resulta em um estudo técnico bem diferente do original. Como exemplo, compare uma Média Móvel Simples de 30 períodos com uma Média Móvel Recorrente de 30 períodos. Isso tem duas implicações importantes. A primeira é que uma fórmula recorrente é mais atenuada que a fórmula original, afinal ela nunca "se esquece" dos valores muito antigos, sempre sendo um pouco puxada por eles. Por isso que estudos que utilizam recorrência são muitas vezes chamados de "suavizados" (como o IFR), "atenuados", ou "lentos" (como o Estocástico). A segunda implicação é que uma fórmula recorrente sempre dependerá do ponto onde se iniciou seu cálculo. Um estudo recorrente que inicia em 1/jan/2000, quando calculado seu valor em 1/out/2000 terá um valor, já o mesmo estudo se for iniciado em 1/ago/2000 possivelmente terá outro valor em 1/out/2000, porque não traz a memória dos meses janeiro a julho, enquanto que o primeiro traz. O que é importante lembrar sobre estudos recorrentes: |