Cartezyan - René Descartes



René Descartes

O nome Cartezyan (pronuncia-se cartezían, com a tônica no Y) é uma homenagem à perícia, excelência, precisão e qualidade de um filósofo que inspira, até hoje, inovações e técnica.

O nome deriva de Renatus Cartesius, o nome latinizado de René Descartes, francês nascido em 1596 que foi advogado, filósofo, matemático (algebrista e geômetra por excelência) e físico.

Descartes, entre outras coisas, desenvolveu uma síntese da álgebra com a geometria euclidiana. Em filosofia, criou o famoso conceito "Penso, Logo Existo!" (Cogito, ergo sum! em latim).

"Cartesiano" é o adjetivo que se refere ao matemático e ao pensamento lógico.

"Sistema de Coordenadas Cartesianas" é o esquema criado para localizar e dispor pontos em um "espaço" com n dimensões. No espaço com duas dimensões (o "plano"), cada ponto é representado por uma distância na horizontal (o "x") e uma distância na vertical (o "y"), medidas a partir de um ponto escolhido (a "origem" dos "eixos").

Esse conceito, que hoje nos parece simples, foi revolucionário em seu tempo, e permitiu o desenvolvimento de áreas científicas como a geometria analítica, o cálculo e a cartografia e atualmente a nossa Análise Técnica - ou Análise Gráfica -, objeto do sistema Cartezyan.

A idéia do esquema de coordenadas foi desenvolvida em duas obras de Descartes:

Discurso sobre o método (1637): surgem as idéias dos eixos, e da "origem", na intersecção dos eixos.

La Géométrie, (1637) os conceitos são desenvolvidos e aplicados.

René Descartes (31 de Março de 1596, La Haye en Touraine, França — 11 de Fevereiro de 1650, Estocolmo, Suécia), também conhecido como Renatus Cartesius, foi um filósofo, um físico e matemático francês.

Notabilizou-se sobretudo pelo seu trabalho revolucionário da Filosofia, tendo também sido famoso por ser o inventor do sistema de coordenadas cartesiano, que influenciou o desenvolvimento do Cálculo moderno.

Descartes, por vezes chamado o fundador da filosofia moderna e o pai da matemática moderna, é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da história humana: criou o conceito "Penso, Logo Existo" (ou "Cogito, Ergo Sum" em latim).

Ele inspirou os seus contemporâneos e gerações de filósofos. Na opinião de alguns comentadores, ele iniciou a formação daquilo a que hoje se chama de Racionalismo continental (supostamente em oposição à escola que predominava nas ilhas britânicas, o Empirismo), posição filosófica dos séculos XVII e XVIII na Europa

(texto extraído da Wikipedia.pt)

Penso, Logo Existo

Cogito, ergo sum é uma conclusão do filósofo e matemático francês Descartes, que significa penso, logo existo.

Descartes pretendia fundamentar o conhecimento humano em bases sólidas e seguras (em comparação com as fundamentações do conhecimento medievais). Para tanto, questionou e colocou em dúvida todo o conhecimento aceito como correto e verdadeiro (utilizando-se assim do ceticismo como método, sem, no entanto, assumir uma posição cética).

Ao pôr em dúvida todo o conhecimento que, então, julgava ter, concluiu que apenas poderia ter certeza que duvidava. Se duvidava, necessariamente então também pensava, e se pensava necessariamente existia (sinteticamente: se duvido, penso; se penso, logo existo).

Por meio de um complexo raciocínio baseado em premissas e conclusões logicamente necessárias, Descartes então concluiu que podia ter certeza de que existia porque pensava.

A frase "Cogito ergo sum" aparece na tradução latina do trabalho escrito por Descartes, 'Discours de la Méthode (1637), escrito originariamente em francês e traduzido para latim anos mais tarde. O trecho original era "Puisque je doute, je pense; puisque je pense, j'existe" e, em outro momento, "je pense, donc je suis". Apesar de Descartes ter usado o vocábulo "logo" (donc), e portanto um raciocínio semelhante ao silogismo aristotélico, a idéia de Descartes era anunciar a verdade primeira e certíssima "eu existo" de onde surge todo o desejo pelo conhecimento.

(texto extraído da Wikipedia.pt)